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Brasil já tem 40 insurtechs, segundo mapeamento de comitê da camara-e.net

cristinadeluca

05/12/2017 19h20

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) realizou hoje a segunda reunião aberta do Comitê de Insurtechs – startups de tecnologia voltadas para o mercado de seguros, que trabalham de forma independente ou em combinação com instituições estabelecidas, para acessar serviços de seguros.

O apelo das insurTechs é diretamente proporcional as necessidades e preferências do segmento altamente priorizado por clientes das Gerações Y e Z e dos “tech-savvy” (indivíduos altamente experientes em tecnologia), que procuram conveniência, agilidade e personalização em suas interações financeiras.  Pessoas que são mais propensas a comprar produtos adicionais de suas seguradoras, tornando-os uma importante fonte para potenciais receitas adicionais.

Os jovens e os “tech-savvy” também tendem a ser menos fieis a uma marca, o que ressalta a necessidade das seguradoras construírem e manterem sólidos relacionamentos com eles, atendendo à sua preferência por canais de contato digitais.

Durante o encontro, que reuniu 75 pessoas entre especialistas em tecnologia e do mercado segurador, Gustavo Zobaran, coordenador do comitê da câmara-e.net apresentou uma prévia do mapa do ecossistema de insurtechs no Brasil.

Desde setembro, o comitê vem cadastrando insurtechs para fazer um mapeamento completo desse mercado. Os dados desses levantamento foram cruzados com os de outros dois, já existentes no mercado, da FintechLab (com 27 empresas) e da Conexão Fintech (com quase 30, muitas já constantes no mapa da FintechLab) e chegou a um total de 40 insurtechs em operação hoje no país.

Ao contrário lá dos Estados Unidos, onde a maioria delas está focada em agregar serviços e fazer comparativo de preços, aqui no Brasil a maioria é focada em produto, segundo o Zobaran, que além de coordenador do comitê é também Head de Branding Experience da Youse, uma das primeiras insurtechs brasileiras, ligada à Caixa Seguradora.  Mas ainda não temos entre esses produtos nada muito disruptivo, como pagar só quando precisar de fato do seguro, ou ter um preço diferenciado pela forma como dirigimos, por exemplo. Produtos personalizados e on-demand.

Pense em corretores on-line com capacidade de apresentar produtos e preços de forma mais transparente, descomplicada e rápida. E no pagamento de sinistros no menor tempo possível, através do uso de Inteligência Artificial. Na precificação e subscrição de riscos flexíveis. Ou no uso de Machine Learning e aplicativos que permitam aos clientes a gestão de suas apólices… Tudo isso já é possível lá fora, junto com processos simplificados integrados por webservice para corretores e prestadores de serviços.

Fomentador do mercado
Um dos objetivos do comitê é atuar como hub do setor, se fazendo presente em toda discussão relacionada às Insurtechs; criar um banco de talentos de pessoas que vejam o segmento como oportunidade de negócios e trabalho; produzir conteúdo a respeito, com dados e números (por exemplo, hoje, no encontro, surgiu a ideia de mapear o volume de investimento que vem sendo feito nesse segmento no Brasil, para colocar o país no mapa, já que o estudo da Everis apresentado lá por Roberto Ciccone ainda não contempla o país); e também promover o intercâmbio com o mercado internacional, criando e participando de missões de conhecimento e negócios.

A ideia é criar massa crítica para auxiliar no convencimento dos reguladores, como a Susep. E promover uma mudança de atitude e comportamento que aproxime mais as empresas seguradoras de seus clientes e de projetos/iniciativas que venham a resolver algum problema.

De modo geral, segundo o estudo World Insurance Report, da Capgemini com a Efma, os clientes ainda não estão prontos para se afastar dos laços de longa data atados com as seguradoras tradicionais, citando questões como segurança e proteção contra fraudes (45,9%), reconhecimento de marca (43,7%) e interação pessoal (41,6%) como áreas em que as seguradoras têm uma melhor performance. Além disso, 39,8% dos segurados afirmaram confiar em suas prestadoras, em comparação com apenas 26,3% que confiam em InsurTechs.

Em todo o mundo, as seguradoras concordam que os pontos fortes complementares entre InsurTechs e operadoras tradicionais constituem um argumento sólido para a colaboração. Na verdade, dos mais de 100 executivos seniores entrevistados para o World Insurence Report – incluindo representantes de várias empresas de seguros de 15 mercados, entre eles o Brasil –, uma grande maioria (75%) afirmou que o desenvolvimento de habilidades comuns às InsurTechs os ajudariam a atender melhor as demandas em constante evolução de seus clientes. E mais da metade deles (52,7%) concordou que as capacidades das InsurTechs poderiam ajudá-los a desenvolver rapidamente produtos com maior personalização.

“Cada vez mais, as parcerias estão sendo vistas como um desenvolvimento bem-vindo nos esforços que estão em curso para endereçar o movimento das InsurTechs. E as startups podem ajudar as seguradoras tradicionais a superar obstáculos, como sistemas e processos envelhecidos, baseados em papel”, afirmou Jack Dugan, vice-presidente executivo e líder para o setor de seguros da Capgemini.

“Por outro lado, as seguradoras estabelecidas podem ajudar as InsurTechs a enfrentar novos desafios, como os altos custos de aquisição de clientes e a falta de experiência no gerenciamento de riscos”.

Não por acaso, um dos conselhos do investidor Cesar Bertini, da Smart Money, para representantes de seguradoras participantes da reunião foi justamente não engessarem as insurtechs com regras pesadas de governança. Elas precisam de liberdade para voar.

_____

Quer trabalhar nesse mercado?
A PUC-Rio, a seguradora Mongeral Aegon e o IRB Brasil RE fecharam uma parceria inédita para lançar o  Insurtech Innovation Program.  O objetivo é formar profissionais que queiram transformar o mercado de seguros e resseguro por meio do desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços baseados em tecnologia, com a coordenação do Instituto de gestão de riscos financeiros e atuariais da PUC-Rio (IAPUC) e do Departamento de Informática da Universidade, e apoio dos demais parceiros.

A duração é de um ano e as aulas serão na PUC-Rio. Não é necessário ter nenhum conhecimento prévio e a multidisciplinariedade será um fator valorizado no programa. Alunos de qualquer área e de qualquer universidade podem se candidatar até 10 de dezembro pelo link http://insurtech.les.inf.puc-rio.br .

São 16 vagas no total, sendo dez para alunos de graduação e seis para alunos de pós-graduação stricto sensu. Os selecionados na primeira etapa ainda passarão por entrevistas e dinâmicas individuais ou em grupo, com professores da PUC-Rio e representantes da Mongeral Aegon e do IRB Brasil RE. Os escolhidos devem ter disponibilidade diária no período da tarde e todos terão direito a uma bolsa estágio como remuneração mensal.

A PUC-Rio conduzirá o Insurtech Innovation Program com base na metodologia Challenge Based Learning(CBL). “Neste método de ensino, são formados grupos multidisciplinares, realizados desafios e apresentados conteúdos técnicos e não técnicos. Os participantes desenvolvem projetos criativos e inovadores ao mesmo tempo que aprendem”, explica Rafael Nasser, coordenador de Inovação do Programa do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), ressaltando que serão exploradas tendências tecnológicas como Blockchain, Inteligência Artificial, Realidade Virtual e Internet das Coisas (IoT).

Na prática, serão formados grupos multidisciplinares a cada trimestre, desafios serão propostos, conteúdos tecnológicos e de negócio serão apresentados e os participantes desenvolverão projetos criativos e inovadores com impacto significativo dentro desta indústria, ao mesmo tempo que estarão aprendendo.

O programa não é limitado a estudantes da PUC-Rio e nem das áreas ligadas à ciência tecnológica. No entanto, é importante que o candidato tenha um perfil empreendedor, proativo e que seja motivado a desafios.

“Para que uma empresa cresça, é fundamental investir em bons serviços e produtos, além de uma diferenciada experiência do cliente com a marca. Nestes dois aspectos, a tecnologia tem papel fundamental, e é por isso que a Mongeral Aegon investe neste programa”, finaliza Helder Molina, presidente da seguradora.

Sobre a autora

Cristina De Luca é jornalista especializada em ambiente de producão multiplataforma. Hoje trabalha como colunista de tecnologia da Rádio CBN e editor-at-large das publicacões do grupo IDG no Brasil. Foi diretora da área de conteúdo do portal Terra; editora-executiva da área de conteúdo da Globo.com; e editoras executiva da unidade de Novos Meios da Infoglobo, responsável pela criacão e implantacão do Globo Online. Master em Marketing pela PUC do Rio de Janeiro, é ganhadora do Prêmio Comunique-se em 2005, 2010 e 2014 na categoria Jornalista de Tecnologia.

Sobre o blog

Este blog, cujo nome faz referência à porta do protocolo Telnet, que é o protocolo de comunicação por texto sem criptografia, traz as informações mais relevantes sobre a economia digital.

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