Topo
Blog Porta 23

Blog Porta 23

E o GDPR, quem diria, já afeta o mercado de Fusões e Aquisições

Cristina De Luca

2014-11-20T18:20:57

14/11/2018 20h57

Quem afirma são os profissionais da área ouvidos pela empresa americana Merrill Corporation, para a elaboração do estudo DueDiligence 2022. Um dos objetivos da pesquisa era saber o quanto a tecnologia e a digitalização estão transformando o processo de due diligence.

Dos 539 profissionais do mercado de Fusões e Aquisições pesquisados ​​na Europa, nos países Nórdicos, no Oriente Médio e na África, 55% disseram que haviam trabalhado em transações canceladas devido a preocupações com as práticas de uso e proteção de dados das empresas-alvo à luz do que determina o GDPR.

Além disso, 66% acreditam que o GDPR aumentará o escrutínio dos adquirentes sobre as políticas e processos de proteção de dados das empresas-alvo. Apenas 22% afirmam que não haverá impacto. O número daqueles que esperam maior escrutínio é ligeiramente menor na Europa (63%) e maior na África (70%).

Outro problema é a hospedagem dos dados referentes à transação. No geral, 47% consideram que deve estar localizado no país da transação, 18% na UE, 6% no Reino Unido e 3% nos EUA, mas 26% não têm preferência. Os entrevistados europeus são um pouco menos propensos a escolher os EUA colo local de guarda dos dados.

A pesquisa revela ainda que para 46% desses profissionais o Machine Learning terá grande impacto nos processos de due diligence que antecedem as transações de Fusões e Aquisições no longo prazo. E 37% se sentem assim em relação à análise preditiva. Além disso, 32% dizem que a análise de dados ajudará a acelerar esses processos.

De acordo com a Merrill Corporation, muitas das empresas pesquisadas estão usando tecnologia e novas técnicas de gerenciamento de projetos para gerenciar o processo de due diligence de maneira organizada e inteligente, para que possam se concentrar no que realmente importa – administrar seus negócios. Isso porque, nas últimas duas décadas, o escopo da due diligence aumentou consideravelmente.  A explosão de informação, do volume de documentação que precisa ser revisado e analisado de forma inteligente, criou seus próprios desafios e obstáculos potenciais para uma diligência rápida.

Esse processo de mão-de-obra intensiva – um dos mais intensivos em due diligence – é aquele para o qual a Inteligência Artificial (IA), especificamente o Machine Learning, já está sendo aplicada com sucesso em alguns setores, aumentando a precisão e a velocidade do processo de revisão. A expectativa é que esse tipo de tecnologia ajude a resolver e, potencialmente, transformar totalmente a operação.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Cristina De Luca é jornalista especializada em ambiente de produção multiplataforma. É diretora da ION 89, startup de mídia com foco em transformação digital e disrupção. Foi diretora da área de conteúdo do portal Terra; editora-executiva da área de conteúdo da Globo.com; e editora-executiva da unidade de Novos Meios da Infoglobo, responsável pela criação e implantação do Globo Online. Foi colunista de tecnologia da Rádio CBN e editor-at-large das publicações do grupo IDG no Brasil. Master em Marketing pela PUC do Rio de Janeiro, é ganhadora do Prêmio Comunique-se em 2005, 2010 e 2014 na categoria Jornalista de Tecnologia.

Sobre o blog

Este blog, cujo nome faz referência à porta do protocolo Telnet, que é o protocolo de comunicação por texto sem criptografia, traz as informações mais relevantes sobre a economia digital.