Porta 23 http://porta23.blogosfera.uol.com.br Este blog, cujo nome faz referência à porta do protocolo Telnet, que é o protocolo de comunicação por texto sem criptografia, traz as informações mais relevantes sobre a economia digital Wed, 19 Jun 2019 23:41:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Dê boas-vindas à Aliança Global para Mídia Responsável http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/de-boas-vindas-a-alianca-global-para-midia-responsavel/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/de-boas-vindas-a-alianca-global-para-midia-responsavel/#respond Wed, 19 Jun 2019 23:41:35 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5162 Alguns dos maiores grupos anunciantes do mundo, incluindo Adidas, Diageo, Mars, Procter & Gamble e Unilever, e algumas das maiores agências de propaganda, como WPP, Omnicom, Publicis Groupe, Interpublic e Dentsu, estão se unindo ao Google, Facebook e outros proprietários de mídia, como a NBCUniversal e o Unruly da News Corp, para lançar uma aliança em defesa do ambiente de mídia digital.

A intenção é usar o “poder coletivo para melhorar significativamente a saúde do ecossistema de mídia” e “identificar ações colaborativas específicas, processos e protocolos para proteger os consumidores e as marcas no ambiente digital”. Entre elas,  a proteção e o uso responsável de dados pessoais.

Os membros da aliança se reuniram pela primeira vez nesta quarta-feira, no festival Cannes Lions, e pediram que outras empresas apóiem ​​a iniciativa, descrevendo-a como “uma chamada à ação por mais responsabilidade coletiva nas práticas de mídia”.

Os inimigos declarados da Global Alliance for Responsible Media (Aliança Global para Mídia Responsável) são o discurso de ódio, a intimidação e a desinformação.

Mas o foco imediato é meio vago:  formar e capacitar um grupo de trabalho inclusivo encarregado de desenvolver um conjunto de ideias iniciais e priorizar os próximos passos. Da atuação desse grupo dependerá a efetividade da iniciativa, cercada de ceticismo antes mesmo de sair do papel. Há quem duvide que a Aliança venha a ter qualquer impacto significativo. Espero, sinceramente, que estejam enganados.

O cenário é desafiador
Na opinião dos analistas, o movimento intersetorial para encontrar padrões comuns que melhorem o ambiente de mídia online chega em um momento crítico, depois de anos em que os principais players tentaram, muitas vezes em vão, encontrar um meio eficaz de se auto-regular.

Nas últimas semanas, um estudo de Harvard publicado pelo The New York Times revelou que o algoritmo do YouTube vinha ajudando pedófilos a usar a plataforma para seus fetiches doentios.  À equipe do jornal, Jennifer O’Connor, diretora de produtos de confiança e segurança do YouTube, disse que a empresa está comprometida em erradicar a exploração de crianças em sua plataforma e que trabalha desde o início em fevereiro para melhorar a fiscalização. “Proteger as crianças está no topo da nossa lista”, disse ela.

Sendo verdade, o Youtube deveria levar mais a sério a recomendação dos especialistas em segurança de desativar seu sistema de recomendação em vídeos de crianças. De acordo com a própria empresa, seu sistema de recomendação funciona por inteligência artificial, que está constantemente aprendendo a melhorar suas sugestões. Alguns pesquisadores chamam isso de Efeito Burrowing, em que a própria plataforma leva os espectadores a vídeos ou tópicos cada vez mais extremos. Por exemplo, se você estiver procurando por vídeos de ciclismo, o YouTube sugere colisões chocantes em corridas de bicicleta. No caso reportado pelo jornal americano, o algoritmo do Youtube aprendeu a associar vídeos sexuais com vídeos de crianças que nada têm a ver com sexo.

O algoritmo do Facebook funciona de forma semelhante. Ele presta atenção na navegação dos usuários do site para “aprender” os gostos desses usuários e fazer recomendações de vídeos que eles podem gostar baseado não apenas no seu histórico individual, mas também no que outras pessoas que possuem o mesmo gosto também procuram no site. Será que a Aliança terá poder suficiente para levar as plataformas a de fato promoverem mudanças profundas em seus algoritmos, de modo a realmente proteger os consumidores?

Depois da reportagem do The New York Times, o YouTube publicou em seu blog oficial as medidas que tem tomado para proteger menores e suas famílias para que eles possam continuar usando o portal para publicar seus vídeos inocentes.  Recentemente, o serviço teve que proibir comentários em diversos vídeos inocentes de crianças, pois a seção era usada por pedófilos para compartilhar conteúdos de sexualização infantil. Na mesma semana, se preocupou em descrever também o que vem fazendo para combater discurso de ódio.

“Quando os desafios da indústria entram em contato com a sociedade, criando divisões e colocando em risco nossos filhos, cabe a todos nós agir”, disse à Reuters Luis Di Como, vice-presidente executivo de mídia global da Unilever. “Fundar essa aliança é um grande passo para reconstruir a confiança em nossa indústria e sociedade”, completou.

Os donos de plataformas tomaram medidas para resolver os problemas, disse ele, mas seu foco foi mais reativo – lidando com conteúdo depois que apareceu. A Aliança quer propor medidas proativas.

A ver.

O envolvimento de vários dos principais interessados ​​em mídia digital sugere que a indústria parece estar realmente levando a sério a iniciativa, intimamente ligada à segurança de marca, que tornou-se um problema maior do que a fraude publicitária no ano passado, de acordo com um relatório recente da DoubleVerify. E é fácil entender por que. Quase dois terços (65%) dos consumidores disseram que parariam de usar uma marca se vissem seus anúncios ao lado de conteúdo falso, censurável ou inflamatório, segundo um outro estudo da DoubleVerify, em parceria com a Harris Poll.

Fator econômico
Hoje, as agências gastam, em média, 50% do orçamento de publicidade com Amazon, Google e  Facebook, segundo pesquisa da Factless Commissioned Lawless Research, ouvindo 700 profissionais de marketing de marca e de agências. Os profissionais de marketing gastam cerca de 41%. Cerca de 46% das agências e marcas com um orçamento de publicidade de US $ 50 milhões ou mais gastam anualmente 60% de seu orçamento com essas empresas.

Cerca de 65% desses profissionais estão procurando alternativas para melhorar os resultados de publicidade, embora quase metade diga que o retorno sobre o investimento com as três gigantes da internet é maior do que com outras plataformas.

Vale ler também….
O  editorial do fundador e CEO da DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, no The New York Times, sobre como as empresas de tecnologia podem vender anúncios sem infringir a privacidade dos usuários.

]]>
0
Surpresa: o Facebook não usará a Libra para impulsionar publicidade http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/surpresa-o-facebook-nao-usara-a-libra-para-impulsionar-publicidade/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/surpresa-o-facebook-nao-usara-a-libra-para-impulsionar-publicidade/#respond Tue, 18 Jun 2019 14:51:25 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5144 Havia uma enorme expectativa no ar em relação à nova criptomoeda do Facebook. Parte dela começou a desaparecer na manhã de hoje, conforme o previsto, com a publicação do paper que descreve os planos da rede social para a… Libra!

Para gerenciar seus próprios esforços de uso da Libra em seus produtos, o Facebook criou uma subsidiária chamada Calibra, que conta com mais de 100 funcionários e é liderada pelo ex-presidente do PayPal, David Marcus. A Calibra está desenvolvendo uma carteira digital para armazenar e usar a Libra, que também estará disponível no Messenger, WhatsApp e como um aplicativo independente. A moeda digital será usada para pagar produtos ou serviços no Facebook e suas subsidiárias, Instagram e WhatsApp.

Mas ao menos em um aspecto, o anúncio decepcionou algumas pessoas, embora tenha tranquilizada outras: a rede social não pretende usar a Libra para impulsionar seus negócios de anúncios. Em outra palavras, o Facebook promete não usar dados coletados por meio de transações de Libra para segmentar anúncios para consumidores ou acoplar essa atividade de pagamento a informações que coletar sobre eles em outro lugar.

Antes do anúncio oficial, a aposta era a de que a indústria de publicidade e marketing digital seria uma das maiores interessadas em usar a criptomoeda apoiada por um consórcio de parceiros financeiros e transacionais, incluindo Mastercard, PayPal, Uber, Visa e outros membros da The Libra Association (o Facebook espera ter aproximadamente 100 membros na associação na data do lançamento oficial da criptomoeda, previsto para o primeiro semestre de 2020).

Especialmente por que, segundo o Mediapost, 60% dos usuários do Facebook vêm de mercados emergentes, onde a publicidade e outras formas de monetização provavelmente não serão significativas por anos. Permitir que os usuários nesses mercados utilizassem um sistema de pagamentos sem atritos poderia ajudar a ultrapassar o comércio em algumas nações subdesenvolvidas com infraestruturas financeiras instáveis.

Outra surpresa; o Facebook espera que a rede blockchain de suporte à sua criptomoeda caminhe para deixar de ser uma rede permissionada.  “Não acreditamos que exista uma solução comprovada capaz de fornecer a escala, a estabilidade e a segurança necessárias para suportar bilhões de pessoas e transações em todo o mundo por meio de uma rede permissionada Uma das diretrizes da associação será trabalhar com a comunidade para pesquisar e implementar essa transição, que começará dentro de cinco anos após o lançamento público do Libra Blockchain e do ecossistema”, diz o paper.

“Qualquer consumidor, desenvolvedor ou empresa pode usar a rede Libra, construir produtos sobre ela e agregar valor através de seus serviços. O acesso aberto garante baixas barreiras à entrada e à inovação e incentiva uma concorrência saudável que beneficia os consumidores. Isso é fundamental para o objetivo de construir opções financeiras mais inclusivas para o mundo”, completa o texto.

A ver.

Preocupações crescentes
Por ora, persistem as desconfianças em relação à possibilidade de o Facebook vir a se tornar o maior banco central internacional do mundo.

Na opinião de analistas da Binance Research, com a entrada da rede social no mercado de criptoativos, um novo conjunto de gatekeepers pode emergir no mundo digital, o que ameaçaria o posicionamento existente dos bancos como “facilitadores de pagamento”.

Não por acaso, como bem pontuam os analistas do site The Information, uma das maneiras pelas quais o Facebook se vê ganhando dinheiro com a Libra é criando produtos financeiros que os usuários possam adquirir através de seus aplicativos. Esses produtos poderiam, um dia, incluir empréstimos.

Mais uma vez, os mercados emergentes parecem oferecer a maior oportunidade para a Libra. Globalmente, 1,7 bilhão de pessoas não têm acesso a contas bancárias, segundo dados do Banco Mundial citados no paper publicado hoje. Enquanto isso, 70% das pequenas empresas nos países em desenvolvimento não têm acesso ao crédito. Essa escassez de infraestrutura financeira fornece uma enorme lacuna para o Facebook preencher. São mercados onde a empresa pode, inclusive, ter pontos físicos que permitam aos usuários comprar Libras.

Além disso, para incentivar a adoção da Libra, os membros da associação que o supervisionam poderão conceder descontos e outros incentivos às pessoas que pagarem usando o token, graças à economia em dinheiro que a Libra por representar para as empresas reduzindo as taxas de processamento de pagamentos por meio de sistemas de pagamento tradicionais. Os clientes que viajam a passeio, por exemplo, poderiam receber o dinheiro de volta pagando por passeios com Libra. Será?

Uma coisa é certa: apoiada por uma cesta de ativos em seu lançamento inicial (USD, EUR, JPY e GBP), a Libra representa uma primeira tentativa de criar uma moeda mundial, de uso diário por bilhões de indivíduos e instituições em todo o mundo.

Muito do sucesso da nova criptomoeda dependerá de como o consórcio liderado pela Facebook convencerá reguladores e instituições financeiras a colaborar com o estabelecimento de uma estrutura ágil que satisfaça a necessidade de governança descentralizada , respeitando as regulamentações nacionais e internacionais existentes.

O ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, levantou preocupações sobre lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo, e pediu aos ministros das Finanças do G7 que preparassem um relatório sobre Libra para julho. Até o Banco da Inglaterra, geralmente mais condescendentes com as inovações no mercado financeiro, acrescentou que a Libra precisará estar sujeita aos “mais altos padrões” de regulação. 

Próximos passos
Em 2019, a Libra será testada através de uma testnet. Essa sandbox ativa permitirá que desenvolvedores de terceiros e qualquer instituição existente experimentem contratos de gravação e se familiarizem com esse novo blockchain e sua interface de contrato inteligente.

Esse período será fundamental, na opinião do pessoal da Binance Research, para resolver algumas questões ainda pendentes, como:

1 – Se instituições financeiras participarão ao não do consórcio; a falta de bancos entre os membros da The Libra Association  gera uma incerteza regulatória que pode se tornar um problema no futuro;

2 – Fornecimento de detalhes sobre as recompensas e os custos de participação;

3 – Como o Facebook pode tentar utilizar este projeto em conjunto com sua iniciativa Internet.org para permitir o acesso à rede Libra sem acesso à Internet;

4 – Que apps ou ferramentas poderão ser construídos ou incentivados para serem construídos em Libra;

5 – Como a rede poderá fornecer solução prioritária para transações peer-to-peer geradas por pessoas sobre contratos inteligentes que podem congestionar ou inundar a rede.

Para mais detalhes, leia o artigo técnico sobre o Libra Blockchain. O Facebook  também forneceu informações detalhadas sobre a linguagem de programação Move e sobre o protocolo de consenso LibraBFT.

]]>
0
A indústria publicitária se reúne em Cannes. O que esperar desse encontro? http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/a-industria-publicitaria-se-reune-em-cannes-o-que-esperar-desse-encontro/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/17/a-industria-publicitaria-se-reune-em-cannes-o-que-esperar-desse-encontro/#respond Mon, 17 Jun 2019 14:00:31 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5134 Começa hoje, na Riviera Francesa, a 66ª conferência anual de Cannes Lions – ou melhor, o Festival Internacional de Criatividade. Discursos e prêmios são a razão oficial para a reunião, mas conversar sobre os reais problemas do setor, especialmente na seara da publicidade digital, também.

Em um mundo onde os custos de aquisição de clientes – os gastos de marketing necessários para atrair cada novo cliente – estão subindo, a publicidade digital precisa urgentemente encontrar caminhos para melhorar a performance, sugere a capitalista de risco Mary Meeker, em seu mais recente relatório sobre o mercado digital, lançado na semana passada.

Segundo Meeker, os profissionais de marketing gastaram mais com publicidade na Internet em 2018, 22%, mas quando analisaram as principais empresas em termos de resultados de receita anual, a receita de publicidade na Internet continua diminuindo, o que significa que os fundos estão  cada vez mais diluídos. Novas plataformas, como Amazon, Twitter e Pinterest – que, coletivamente, cresceram substancialmente na base ano a ano – continuam a surgir como novo núcleo para os gastos com publicidade na internet, mas o Google e o Facebook ainda dominam o cenário.

Em um mercado altamente fragmentado, com inventário tradicional e inventário digital/endereçável, incluindo vários jardins murados, como os anunciantes podem alocar seus dólares para maximizar o alcance?

Por fim, o tempo gasto com dispositivos móveis passou o tempo gasto vendo TV pela primeira vez nos EUA. O que tem trazido mudanças no mercado de anúncios em vídeo, já que o formato de vídeo vertical do Instagram, Facebook e Whatsapp dobra ano sobre ano. E os vídeos curtos dos apps chineses como o TikTok conquistam cada vez mais os adolescentes. Não por acaso, o YouTube correu para jogar algum holofote em Cannes nos comerciais longos que se destacaram na plataforma….

Historicamente, os anunciantes nacionais de marcas confiavam na TV nacional e no alcance amplo das revistas impressas para atingir suas metas de alcance. Mas as mudanças comportamentais do consumidor e a dinâmica do mercado impactaram o potencial de alcance nacional de ambas as mídias.

Completando o cenário, a pesquisa Digital News Report, do Reuters Institute, revela que o poder de gigantes da tecnologia, como o Google, Facebook e Amazon, em fornecer audiências altamente segmentadas a anunciantes em grande escala é, em parte, culpado pela queda das receitas publicitárias dos editores. Mesmo a receita com assinatura perde para outros serviços online.

Tem mais: a compra programática de anúncios continuam a gerar ganhos em comparação à compra direta de anúncios. Meeker diz que isso continua impactando negativamente os preços.

Diante disso tudo, duas perguntas seguem no ar:

1 – Como a mídia e a publicidade se transformarão para se tornar verdadeiramente centrados no consumidor?

Proporcionar uma melhor experiência ao cliente (CX) não é mais apenas uma vantagem competitiva; é uma questão de sobrevivência. Mais de 80% das marcas pesquisadas pelo Gartner em 2018 disseram que seu sucesso é maior ou totalmente dependente do CX.

Os consumidores não toleram mais uma experiência ruim. E eles detêm o poder supremo em uma era de escolha, imediatismo e personalização. Mas como atendê-los?

Os dados, se bem trabalhados, serão o alicerce sobre o qual construir uma experiência realmente ótima. Eles ajudarão a entender o contexto de localização, intenção e mentalidade, a fim de otimizar as campanhas, determinar o uso correto da tecnologia e permitir que a mensagem criativa caia no caminho certo.

Mas, atenção! Podemos ter todos os dados e tecnologias do mundo, mas se o conteúdo não for contextualmente relevante, terá um impacto muito menor. E é aí que os criativos têm a possibilidade de brilhar novamente! Uma forma de sistematizar todo esse processo é medir a criatividade! Eis um assunto que deveria estar em alta em Cannes, este ano.

“Além disso, para dar o primeiro passo na construção do conteúdo certo, os profissionais de marketing precisam primeiro identificar o objetivo da marca. Através do uso de dados, eles podem extrair insights relevantes sobre o consumidor e criar conteúdo e experiências que entretenham e forneçam valor”, comenta Tim Jones, CEO da Publicis Media Americas, em artigo para o MediaPost.

2 – E como eliminar a enorme quantidade de fraude que permeia a publicidade e o marketing digital?

Há pouca dúvida de que muitos bilhões de dólares em publicidade e mídia estão sendo desviados em impressões e transações fraudulentas, particularmente em algumas áreas em rápido desenvolvimento como o vídeo digital e “CTV”.

A preocupação no mercado de vídeo digital é tão grande que o Facebook concordou, na semana passada, em resolver uma ação coletiva que acusava a rede social de inflacionar métricas de vídeo em até 900%. A empresa garante que seus cálculos equivocados não afetaram o faturamento. Mas os profissionais de marketing disseram que as estatísticas equivocadas os levaram a acreditar que os anúncios em vídeo na plataforma eram mais valiosos do que realmente eram, inflacionando os preços. A proposta de acordo surgiu após uma sessão de mediação em abril, seguida por dois meses de negociações. E pode ser aceita ainda esta semana pelo juiz da Corte Distrital dos EUA, Jeffrey White, em Oakland, Califórnia.

Ao mesmo tempo, o Facebook divulgou uma série de atualizações relacionadas ao Facebook Watch. De acordo com o equipe da rede social, mais de 720 milhões de pessoas por mês e 140 milhões de pessoas por dia passam pelo menos um minuto no Watch. Em média, os visitantes diários passam mais de 26 minutos no Watch todos os dias. Não se sabe o quanto a maneira mais fácil de encontrar Grupos com base nos vídeos assistidos, diretamente do Watch, contribuiu para esse crescimento, mas a plataforma decidiu testar novas seções no Watch, como uma maneira de encontrar vídeos que são populares entre seus amigos, e uma seção dedicada a experiências coletivas como Watch Party, Premieres e vídeos ao vivo, para facilitar a conexão com outras pessoas. Segundo o facebook, as pessoas têm oito vezes mais chances de comentar em vídeos em uma Watch Party do que quando assistem sozinhas.

Mark Zuckerberg está convencido também de que a melhor maneira de trazer bons conteúdos para o Watch é criar um ecossistema sustentável com suporte de anúncios, onde todos os publishers e criadores de conteúdo possam alcançar seu público, ganhar dinheiro com seus vídeos e prosperar na plataforma. Os Ad Breaks estão disponíveis em mais de 40 países e continuamos a expandir para mais regiões e idiomas ao redor do mundo. A última adição foi no Canadá e, nas próximas semanas, o Facebook adicionará suporte a mais cinco idiomas: Kannada, Marathi, Punjabi, Sueco e Telugu.

Juntamente com a expansão global, o Facebook garante que o número de páginas ativamente usando Ad Breaks mais do que triplicou no ano passado – e o número de páginas que ganham mais de US$ 1 mil por mês aumentou mais de 8 vezes, enquanto o número de páginas ganhando mais de US$ 10 mil mensais aumentou mais de 3 vezes.

O crescimento das Big 4 da Internet
Como no ano passado,  as gigantes da tecnologia marcarão presença em Cannes este ano, incluindo Facebook, Twitter, Pinterest, Pandora e Accenture Interactive. Elas tentarão equilibrar o espírito criativo de Cannes com a proeza tecnológica. Não por acaso, a Apple foi nomeada pela organização do festival como Anunciante do Ano. O prêmio altamente cobiçado reconhece uma organização que demonstra excelência criativa sustentada no marketing de seus produtos em múltiplas plataformas e se distingue abraçando a colaboração entre parceiros e agências para produzir comunicações e marketing verdadeiramente notáveis.

Olho na MetaX, uma plataforma blockchain que vende a esperança de melhorar o ecossistema de anúncios digitais, que também estará na França para tentar convencer os profissionais de marketing de que sua tecnologia pode contribuir para as experiências dos consumidores.

]]>
0
Tribunal da UE decide que Gmail não é um serviço de comunicação eletrônica http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/15/tribunal-da-ue-decide-que-gmail-nao-e-um-servico-de-comunicacao-eletronica/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/15/tribunal-da-ue-decide-que-gmail-nao-e-um-servico-de-comunicacao-eletronica/#respond Sat, 15 Jun 2019 19:46:25 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5125 “Uma rara vitória” para o Google, escreveu a Bloomberg. “Uma vitória para o Google e outros provedores de serviços over-the-top (OTT)”, completou o site Law.com.

Do que eles falam? Da decisão recém tomada pelo Tribunal de Justiça da União Europeia, estabelecendo que o Gmail não pode ser classificado como um serviço de comunicação eletrônica.

A disputa é antiga. Começou em 2015, quando a justiça da Alemanha decidiu que o serviço de webmail era um serviço de telecomunicações e, portanto, sujeito aos regulamentos de telecomunicações do país. Na ocasião, o debate sobre como classificar ou regular os serviços de OTT estava em alta, em função de uma consulta lançada pela Comissão Europeia para rever o quadro jurídico das telecomunicações no continente.

Em janeiro de 2016, o Google interpôs recurso contra o acórdão do Tribunal Administrativo de Colónia perante o Tribunal Administrativo de Recurso de Munster que, meses depois, remeteu o caso para o Tribunal de Justiça da UE.

A alegação do Google sempre foi a de que o Gmail não é um serviço pago e não transmite através de redes de telecomunicações. Isso aparentemente o liberaria dos regulamentos de telecomunicações sobre privacidade e outros problemas.

“O tribunal da UE corretamente ressalta que nem todo serviço que inclui a transmissão de sinais em redes de comunicações eletrônicas cai automaticamente sob o estrito marco regulatório de telecomunicações da UE”, disse Christoph Werkmeister, advogado da Freshfields Bruckhaus Deringer, ao site Law.com.

Se o Tribunal de Justiça da União Europeia tivesse decidido a favor do regulador alemão, o Google e outros provedores de serviços de e-mail baseados na Web poderiam ser obrigados a enfrentar uma série de requisitos regulatórios aplicáveis ​​às empresas de serviços de telecomunicações. Entre elas, compartilhar informações sobre transferências de dados com autoridades policiais, bem como a possibilidade de serem forçadas a tornar seus serviços interoperáveis ​​com outros serviços baseados na web.

O site Law.com lembra que a nova legislação da UE, conhecida como Código Europeu de Comunicações Eletrônicas e prevista para entrar em vigor no final de 2020, deve abranger os serviços OTT e impôr requisitos regulamentares mais estritos a eles. Mas, até lá, vale a decisão dessa semana, assim como a da semana passada, que determinou que a função de voz sobre IP do Skype, que permite aos usuários fazer chamadas telefônicas usando o software da empresa por meio de redes tradicionais de telecomunicações, se encaixa na definição de serviço de comunicações eletrônicas.

]]>
0
A proliferação de deepfakes é apenas uma questão de tempo http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/a-proliferacao-de-deepfakes-e-apenas-uma-questao-de-tempo/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/a-proliferacao-de-deepfakes-e-apenas-uma-questao-de-tempo/#respond Fri, 14 Jun 2019 23:15:42 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5107 Novas ferramentas baseadas em Inteligência Artificial são cada vez mais capazes de criar simulações convincentes a partir de mídias autênticas, incluindo sofisticadas manipulações de vídeo chamadas deepfakes. Ontem, a Câmara dos Representantes dos EUA realizou sua primeira audiência dedicada ao assunto. O consenso é o de que a proliferação desenfreada desses falsos vídeos é apenas uma questão de tempo. Portanto, algo precisa ser feito para minimizar  as consequências.

Os congressistas americanos estão convictos de que a capacidade rápida e fácil de forjar mídias falsas poderia tornar as campanhas eleitorais vulneráveis ​​a ataques de agentes estrangeiros e comprometer a confiança dos eleitores. Durante a audiência, membros da Câmara e especialistas presentes discutiram o estado atual da tecnologia, o que os reguladores podem fazer e os possíveis métodos de retaliação contra governos estrangeiros, caso usem deepfakes para ameaçar a segurança nacional ou atrapalhar as eleições americanas de 2020.

A tecnologia
A audiência deixou claro que a tecnologia avançou em ritmo acelerado e a quantidade de dados necessária para falsificar um vídeo caiu drasticamente, reduzindo as barreiras para produção. As habilidades necessárias para a produção são cada vez menores, e as falhas e pixelização, que tornam a falsificação óbvia, cada vez mais imperceptíveis.

Em linhas gerais, estamos passando rapidamente da fase da síntese manual de imagens (mais consistente, mas demorada e especializada) para a fase da síntese automática de imagens (ainda áspera, mas muito mais rápida e não exigindo habilidades especializadas). Isso é facilitado pela quantidade de mídia criada através das mídias sociais, que fornece mais dados de treinamento para aprimorar ferramentas de deepfake mais acessíveis.

Há duas semanas, a Samsung demonstrou ser possível criar um vídeo inteiro a partir de uma única foto. E esta semana, pesquisadores da Universidade de Stanford, do Max Planck Institute for Informatics, da Universidade de Princeton e da Adobe Research demonstraram uma nova ferramenta que permite aos usuários editar as palavras de alguém, digitando o que eles querem que o sujeito diga.

Mas se  a produção está ficando mais simples, o mesmo não se pode dizer das ferramentas para detecção de deepfakes. Um relatório da organização sem fins lucrativos Witness, divulgado esta semana, revela um descompasso entre a natureza real da manipulação da mídia e as ferramentas disponíveis para combatê-la. Além de caras, elas são difíceis de serem usadas por leigos.

Uma pesquisa da DARPA divulgada esta semana ilustra muito bem essa questão. Os pesquisadores criaram um modelo de como os líderes mundiais falam, naturalmente, com base em características faciais como rugas no nariz, aperto nos lábios e a inclinação da cabeça. Esse modelo serviu como uma espécie de impressão digital de como cada um deles fala. Essas sutilezas são muito difíceis de replicar até mesmo pelo melhor imitador. Assim, os pesquisadores podem aplicar essa impressão digital desenvolvida para distinguir entre vídeos reais e falsos.

“Embora não sejam visualmente aparentes, essas correlações são freqüentemente violadas pela natureza de como os vídeos são criados e podem, portanto, ser usados ​​para autenticação”, escreveram eles.

Descobriu-se que esse método de impressão digital é robusto em relação a um modo particular que os criadores de deepfake tentam cobrir seus rastros: a compactação.  Mas, além de não ser infalível (foi menos confiável quando a pessoa de interesse no vídeo está constantemente desviando o olhar da câmera, em vez de abordá-la diretamente), o método  ainda é muito caro e hermético. 

É preciso acelerar a disponibilidade de ferramentas de detecção.

“Se você está criando uma ferramenta para síntese ou falsificação que é perfeita para o olho humano ou o ouvido humano, você deve criar ferramentas especificamente projetadas para detectar essa falsificação”, alertam os especialistas ouvidos pelo relatório da Witness.

“Estamos desarmados”, disse Hany Farid, professor de ciência da computação e especialista em forense digital na Universidade da Califórnia, em Berkeley, ao Whashington Post “O número de pessoas trabalhando no lado da vídeo-síntese, em relação aos que trabalham com ferramentas de detecção é de 100 para 1.”

Algo precisa ser feito para conseguir que os fabricantes de ferramentas compensem esse desequilíbrio.

O que fazer então?
Um projeto de lei apresentado ontem pela deputada Yvette Clarke pode ser a resposta. Ele recomenda que as empresas e os pesquisadores que produzam ferramentas para deepfakes também invistam em antídotos que facilitem a identificação da manipulação, como a inserção de marcas d’água; que as mídias sociais e as empresas de pesquisa invistam e integrem recursos de detecção de manipulação diretamente em suas plataformas; e que os reguladores não se concentrar apenas nos políticos e nas personalidades, mas também considerem as populações vulneráveis ​​e as comunidades internacionais ao elaborarem leis contrárias aos deepfakes.

“Esta questão não afeta apenas os políticos”, diz Mutale Nkonde, pesquisador do Data & Society Research Institute e consultor do projeto de lei. “É muito provável que vídeos deepfake sejam implantados contra mulheres, minorias, pessoas da comunidade LGBT, pessoas pobres. E essas pessoas não terão recursos para lutar contra os riscos de reputação”, disse ele.

O relatório da Witness também recomenda que as empresas de mídia social e de busca façam um esforço maior para integrar os recursos de detecção de manipulação em suas plataformas. O Facebook poderia investir na detecção de técnicas de edição desonestos, por exemplo. E rotular claramente vídeos e imagens nos feeds de notícias dos usuários quando forem editados de maneiras invisíveis ao olho humano. O Google, por sua vez, poderia investir em pesquisa de vídeo reversa para ajudar jornalistas e espectadores a identificar rapidamente a fonte original de um clipe.

Apesar do estreito alinhamento do relatório com o projeto de lei, especialistas ouvidos pelo MIT Technology Review advertem que o Congresso dos EUA deve pensar duas vezes antes de aprovar leis sobre deepfakes em breve. “É cedo para regulamentar os deepfakes e a mídia sintética”, disse Sam Gregory, diretor da Witness, embora faça exceções para aplicações muito restritas, como o uso delas para produzir imagens sexuais não-consensuais.

“Não acho que já tenhamos algum consenso de como as sociedades e plataformas vão lidar com os deepfakes e a mídia sintética para estabelecer os regulamentos”, acrescentou Gregory.

De fato, não há uma “bala de prata” para derrotar os vídeos deepfake e impedir que viralizem. Para Danielle Citron, professora de Direito da Universidade de Maryland, será necessário uma combinação de “lei, mercados e resiliência social”.

É bom que se diga que esta não é a primeira vez que os políticos norte-americanos tentam agir sobre esse assunto. Em dezembro de 2018, o senador Ben Sasse apresentou um projeto de lei para tentar proibir deepfakes. O senador Marco Rubio também vinha alertando repetidamente sobre a tecnologia nos últimos anos. Mas é a primeira vez que vemos um esforço tão concentrado dos legisladores norte-americanos a respeito.

Nkonde alertou que o objetivo da apresentação do novo projeto de lei não é passá-lo como está, mas provocar o debate. Segundo ele, pretende-se desencadear uma conversa mais sutil sobre como lidar com a questão na lei, propondo recomendações específicas que possam ser criticadas e refinadas. “O que estamos realmente procurando fazer é registrar no congresso que a ideia de manipulação audiovisual é inaceitável”, completou.

OK. O debate está apenas começando…

]]>
0
Facebook revelará sua criptomoeda na próxima semana http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/facebook-revelara-sua-criptomoeda-na-proxima-semana/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/facebook-revelara-sua-criptomoeda-na-proxima-semana/#respond Fri, 14 Jun 2019 18:16:59 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5098 A notícia é do Wall Street Journal. O Facebook lançará um white paper sobre a sua nova moeda digital na próxima semana (fala-se no dia 18, terça-feira). E já conta com apoios expressivos da Visa, Mastercard, PayPal Holdings e Uber, entre as empresas que já se inscreveram como parte do consórcio para controlar a nova moeda. Cada uma investiu US$ 10 milhões no projeto, de acordo com o WSJ.

Até agora, pouco se sabe sobre a criptomoeda do Facebook, além das possibilidades do nome, e de que venha a ser uma “stablecoin”, uma moeda atrelada ao valor de uma moeda fiduciária como o dólar americano.

No mês passado, o Facebook criou uma nova empresa na Suíça, chamada Libra Networks, que se concentrará em “investimentos, pagamentos, financiamento, gerenciamento de identidade, Analytics, Big Data, Blockchain e outras tecnologias”, segundo documentos oficiais divulgados pela Reuters. A rede social também adquiriu recentemente a marca registrada “Libra”, de uma empresa de blockchain com o mesmo nome, que desde então foi renomeada. Os dois movimentos aumentaram a especulação em relação ao nome da sua criptomoeda: Libra. Outra possibilidade é a manutenção do nome interno, GlobalCoin.

Além disso, a rede social planeja ceder o controle da criptomoeda a investidores externos, uma medida que visa encorajar a confiança no sistema de pagamento digital e tranquilizar os reguladores financeiros, segundo os analistas. Daí todo o esforço feito pela equipe do Facebook nos últimos meses junto a dezenas de instituições financeiras e outras empresas de tecnologia para se unirem a uma fundação independente que contribuirá com capital e ajudará a administrar a moeda digital.

O Facebook planeja usar cerca de US $ 1 bilhão, que espera gerar com taxas de licenciamento, para apoiar a criptomoeda,  além de usar uma cesta de moedas e títulos de baixo risco, de vários países, como lastro, disseram pessoas a par do assunto ao The Information. Apoiar o token com reservas de ativos tradicionais ajuda a garantir que o  seu valor permaneça estável, ao contrário de outras criptomoedas propensas a flutuações de preços drásticas, como o próprio bitcoin.

Uso misto
Também segundo pessoas próximas ao projeto que vêm conversando com a imprensa americana, embora a criptomoeda esteja sendo projetada pensando principalmente nos usuários  de aplicativos de propriedade do Facebook, incluindo o Messenger e o WhatsApp, a empresa estaria planejando formas de usá-la também em pagamentos no mundo físico. Segundo essas mesmas pessoas, o Facebook estaria planejando oferecer bônus para os usuários, em parceria com os comerciantes que aceitarem a criptomoeda como método de pagamento em suas lojas online e físicas.

A empresa também planejaria oferecer terminais físicos semelhantes aos caixas eletrônicos, onde as pessoas poderiam trocar o dinheiro corrente pela criptomoeda. A ideia é a de que a Libra, ou a GlobalCoin, funcione sem fronteiras, sem taxas de transação e seja agressivamente comercializada em países em desenvolvimento, onde as moedas apoiadas pelo governo são mais voláteis.

Mark Zuckerberg insinuou suas ambições para a criptomoeda na conferência de desenvolvedores da empresa em abril: “Acredito que deve ser tão fácil enviar dinheiro para alguém como enviar uma foto”, disse ele à platéia. Mas quando foi questionado sobre o projeto nas reuniões gerais da empresa, o CEO se recusou a fornecer detalhes. Em vez disso, deu respostas vagas sobre como o blockchain tem muitos casos de uso que a empresa está explorando.

Hoje, algumas perguntas importantes permanecem no ar:

1 – O que o novo projeto significa para toda a indústria de criptomoedas?

2 – Será que vamos ver outras grandes empresas de tecnologia entrarem na briga dos criptoativos?

3 – Como o projeto afetará os negócios do Facebook? O que os investidores da FB devem pensar?

4 – Como o projeto afetará o escrutínio regulatório no Facebook ?

Por isso, a próxima semana promete….

Comenta-se que o Facebook lançará sua moeda digital em cerca de uma dúzia de países até o primeiro trimestre do ano que vem. Mas os testes devem começar até o final deste ano. A rede social tem tecnologia e recursos, mas a confiança será a moeda que realmente determinará o sucesso do seu projeto de criptomoeda.

Uma coisa é certa: se bem sucedida, a entrada da rede social no mercado de criptoativos tornará difícil, mesmo para os críticos mais sinceros, negar a próxima onda da cripto economia. A adoção em massa está chegando, de um jeito ou de outro.

]]>
0
#TellNet: Telegram, o caso Moro e você http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/tellnet-telegram-o-caso-moro-e-voce/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/tellnet-telegram-o-caso-moro-e-voce/#respond Fri, 14 Jun 2019 14:30:01 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5093 Por Arley Brogiato *

Provavelmente você já tinha ouvido falar do Telegram antes do epsódio recente envolvendo o caso Lava Jato.  O Telegram é um serviço de mensagens instantâneas baseadas na nuvem, semelhante ao WhatsApp; foi lançado em 2013. Diferentemente que muitos pensam, apesar de ter sido criado pelos irmãos russos Nikolai e Pavel Durov, o Telegram é uma plataforma registrada em Londres. Em 2018, o serviço contava com 200 milhões de usuários ativos em todo o mundo. Portanto, uma plataforma menos difundida do que o WhatsApp, com 1,5 bilhão de usuários (dado de 2019).

O que sabemos até agora sobre o vazamento?

Em relação ao vazamento de conversas mantidas pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, não há informações concretas de como os dados foram capturados. Oficialmente, o Telegram não assume ou reconhece qualquer falha em seu código ou roubo de dados em seus servidores. A empresa afirma que não existem brechas para violações. Seus gestores confiam tanto em seu sistema que oferecem U$ 300,000.00 a quem conseguir quebrar o código de criptografia do Telegram.

Onde está a falha, então?

No Telegram, a comunicação fim a fim é criptografada, seja no modo cliente-to-client (quando a comunicação é entre usuários) ou mesmo cliente-to-server – quando é entre usuários e o servidor de aplicação.

Dentro deste quadro, nossa análise aponta para possíveis estratégias de invasão:

  1. Clonagem do cartão SIM:
    1. Há a possibilidade do ofensor ter tido ajuda de pessoas de dentro da operadora utilizada por Moro ou por Dallagnol. Isto permitiria que o ofensor pudesse receber um SMS em seu “novo” aparelho para possíveis resets de senhas. A partir daí, é bastante simples conseguir acesso às diferentes Apps nos smartphones dos usuários.
  1. O telefone ter sido invadido previamente:
    1. A invasão pode ocorrer a partir de diferentes meios. É o caso do recebimento de algum arquivo Office ou PDF contaminado e aberto, ou da instalação de algum App comprometido. Desta forma, o ofensor teria acesso a todo o dispositivo móvel do usuário e às mensagens trocadas com seus interlocutores.
    2. Outro meio comum de invasão é o phishing. Neste caso, o usuário clica em links recebidos por meio de e-mails ou mesmo por SMS, acreditando estar interagindo com empresas conhecidas. Mas, na verdade, a pessoa está sendo direcionada a páginas web contaminadas ou fakes. Isso abre o acesso de criminosos digitais ao smartphone do usuário.

Como você pode se proteger contra esse tipo de ataque?

  1. Tenha alguma solução anti vírus instalada em seu dispositivo.
    1. Nos principais celulares Android, o Google Play Protect é nativo. Já nos telefones mais antigos tal recurso não existe, exigindo que alguma proteção deste nível seja instalada, oferecendo uma camada adicional de proteção. Faça essa operação sempre através das lojas de aplicativos oficiais.
    2. Dispositivos Apple operam de forma diferente. Entra em cena a tecnologia Sandbox, que impede que o malware invasivo acesse outras áreas de dados. A Apple também não permite que você baixe Apps que não sejam de sua loja de aplicativos.
  1. Cuidado ao baixar aplicativos de sua loja de aplicativos.
    1. Muitos usuários acabam baixando Apps depois de uma busca, ativando o aplicativo de dentro desta página Web após avaliarem a descrição do aplicativo associado à nota de avaliação. Além da nota de avaliação, é fundamental considerar, também, a quantidade de downloads efetivos realizados e os comentários dados por estes usuários. Esses depoimentos de usuários nos mostram as características do recurso baixado e as experiências tidas por quem teve acesso a eles.
  1. Evite conectar-se a redes Wi-Fi abertas/gratuitas.
    1. Sua conexão pode estar sendo intermediada através de um dispositivo falso que se apresenta como se fosse a rede oficial do aeroporto, de um shopping center ou de um cyber café. Isso permite ao ofensor monitorar, de forma transparente, os dados do usuário.

Na era do BYOD (Bring your own device), Apps como o Telegram ou o Whatsapp tornam-se importantes ferramentas de trabalho que precisam ser tratadas como aplicações missão crítica, não simples plataformas de comunicação. Garantir a integridade do seu dispositivo móvel é, hoje, tão importante quanto prover segurança a um data center. Para isso, ganhar cultura em segurança e contar com ferramentas capazes de defender seus dados é essencial.

 

(*) Arley Brogiato é country manager da SonicWall Brasil

]]>
0
Facebook decide não remover deepfake com sincericídio de Mark Zuckerberg http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/12/facebook-decide-nao-remover-deepfake-com-sincericidio-de-mark-zuckerberg/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/12/facebook-decide-nao-remover-deepfake-com-sincericidio-de-mark-zuckerberg/#respond Wed, 12 Jun 2019 15:20:32 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5080 No fim do mês passado, a decisão do Facebook de deixar no ar um vídeo falso da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, editado para fazê-la parecer sob efeito de alguns drinks a mais, gerou críticas depois que o conteúdo se tornou viral na plataforma. Agora, o próprio Mark Zuckerberg experimenta na pele as regras de suas plataformas para remoção de conteúdo, por conta de um deepfake publicado no Instagram no qual o CEO discursa sobre o imenso poder da rede social.

“Deepfake” é um técnica que faz uso da Inteligência Artificial para manipular imagens reais de alguém – muitas vezes celebridades – para fazê-las parecer dizer algo que nunca disseram.

Esta semana, dois artistas britânicos e uma empresa de publicidade criaram um deepfake do fundador do Facebook. Bill e Daniel Howe, em parceria com a empresa de publicidade Canny, mostram Mark Zuckerberg sentado diante de uma mesa, fazendo um discurso sinistro sobre manipulação de dados. A peça nem é tão convincente assim; a voz é confusa e faz com que Zuckerberg pareça ainda mais robótico do que o normal.

“Imagine isso por um segundo: um homem, com controle total de bilhões de dados roubados, todos os seus segredos, suas vidas, seus futuros”, diz Zuckerberg no vídeo. “Devo tudo isso a Specter. Spectre me mostrou que quem controla os dados controla o futuro.”

O clipe original é parte de um vídeo de sete minutos de Zuckerberg, de 2017, no qual o CEO descreve a interferência da Rússia no Facebook.

O envio do deepfake para o Instagram foi uma tentativa de testar as ferramentas de moderação da empresa, embora o vídeo tenha sido originalmente produzido para uma exposição de arte no Reino Unido chamada Specter, que tem como objetivo mostrar “como nossos comportamentos são previsíveis e influenciados, tanto online quanto na cabine de votação”. Deepfakes de Kim Kardashian e Donald Trump também fazem parte da exposição.

“Vamos tratar esse conteúdo da mesma maneira que tratamos todas as informações erradas no Instagram”, têm dito à imprensa os porta-vozes do serviço. “Se os verificadores de fatos de terceiros o classificarem como falso, filtraremos as superfícies de recomendação do Instagram, como as páginas Explorar e as hashtags.”

O checador de fatos Lead Stories chamou o vídeo de “arte”, e classificou o conteúdo como sátira em um post. Os usuários verão uma etiqueta de aviso de que o vídeo não é real.

Segundo a CNet, esta não é a primeira vez que um vídeo falso de Zuckerberg é criado. Em 2018, o cineasta Andrew Oleck postou um vídeo no Facebook que mostrou o que parece ser Zuckerberg afirmando que estar excluindo a rede social, levando alguns usuários a pensar que era real, de acordo com o Gizmodo . O vídeo, intitulado “Um mundo sem o Facebook”, foi visto mais de 32 milhões de vezes, mas atualmente já não está disponível. Versões dele, no entanto, ainda estão no Facebook e no YouTube.

Os artistas e a agência de publicidade juntaram dois assuntos em evidência: as regras de moderação de conteúdo do Facebook e demais serviços de propriedade da plataforma e os deepfakes. Legisladores americanos estão preocupados com o uso de deepfakes na eleição presidencial dos EUA em 2020.  Amanhã, quinta-feira, o Comitê de Inteligência da Câmara deve realizar uma audiência sobre mídia manipulada e “ deepfakes “.

]]>
0
#TellNet: Benefícios da Lei Geral de Proteção de Dados para as empresas http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/12/tellnet-beneficios-da-lei-geral-de-protecao-de-dados-para-as-empresas/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/12/tellnet-beneficios-da-lei-geral-de-protecao-de-dados-para-as-empresas/#respond Wed, 12 Jun 2019 14:13:00 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5077 Por Paulo Padrão *

Já se sabe que a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para entrar em vigor em agosto de 2020, alterará significativamente as regras para a coleta, armazenamento e utilização de informações digitais dentro das empresas. O que poucos líderes de TI e negócios já perceberam, no entanto, é que seguir as novas condições não é apenas uma questão de se evitar multas e problemas. Na verdade, a LGPD pode ser uma grande oportunidade para que as companhias brasileiras entrem de vez na Era Digital.

Baseada na regulamentação europeia de proteção de dados, a General Data Protection Regulation (GDPR), a lei brasileira tem como objetivo garantir maior privacidade e transparência ao uso de informações pessoais e corporativas. Além de obrigações técnicas, porém, a nova legislação tem tudo para representar também um enorme avanço à inteligência estratégica das companhias, agregando mais valor e eficiência às informações geradas durante os mais diversos estágios de produção, vendas ou relacionamento com os clientes.

De acordo com pesquisas das maiores consultorias de negócios globais, mais de 90% dos chefes executivos das principais marcas do planeta admitem, hoje, que entender como extrair valor do mundo digital é um desafio essencial para o futuro de suas empresas. A boa notícia é que a LGPD (e suas equivalentes ao redor do mundo) pode render um bom impulso para que as companhias avancem em suas jornadas de geração de valor a partir dos dados.

Isso porque um dos grandes focos previstos pela Lei Geral de Proteção de Dados é justamente garantir que as companhias alcancem maior visibilidade e controle sobre as informações obtidas junto aos clientes, garantindo maior segurança e privacidade às pessoas e aos processos – do momento da coleta até o arquivamento dos registros. Hoje, menos de 20% das empresas do Brasil possuem sistemas de inteligência para a análise de informações.

O que está em jogo com a nova lei, portanto, é uma profunda mudança na forma de trabalho de todas as áreas, tendo os departamentos de TI e cibersegurança na liderança de projetos que protejam as informações e os ativos digitais. É preciso que os líderes entendam quais são os dados que estão sendo coletados, quais áreas e sistemas terão acesso a essas informações, como esses insights são usados e, por fim, como todos estes registros serão armazenados (ou descartados).

Esse cenário exige uma compreensão profunda sobre a cadeia de dados como um todo. Com o volume de informações aumentando exponencialmente, essa é uma questão que se torna extremamente relevante – ainda mais quando levamos em conta que estamos em uma era na qual conhecer os gostos dos consumidores é cada vez mais vital para as empresas.

Por isso mesmo, mais do que trabalhar para evitar multas e sanções, os responsáveis pela área de tecnologia e por dados deveriam encarar a LGPD como um avanço que, se bem utilizado, pode ajudar a guiar os planos de inovação para o futuro. Suas regras podem ser usadas como parâmetros e guias para que uma companhia possa, de fato, aproveitar as vantagens da Era das Informações de forma acurada, segura e dentro da lei.

Entre as oportunidades está a chance de ampliar os recursos de governança e inteligência de dados dentro de todos os ambientes da organização. Com a LGPD, as empresas serão obrigadas a proteger seus bancos de informação, garantindo o correto processo de gestão sobre onde e como cada item coletado será usado e quem terá acesso a essas informações.

Para alcançar uma visão completa e assertiva dos dados de seus clientes, as companhias precisam adotar sistemas modernos para gestão, monitoramento, controle e ajuste de fluxo de dados. Hoje já é possível adotar soluções modernas que são capazes de integrar, controlar e rastrear os dados, oferecendo maior segurança e qualidade às informações.

De forma prática, as soluções de gerenciamento de informações permitem capturar, gerenciar, governar e entender diferentes tipos de ativos (dados estruturados e não-estruturados), mantendo a confiabilidade e a conformidade das informações, dentro dos requisitos da LGPD e da política de dados interna da companhia. Essas modernas ferramentas de gestão da informação permitem que as organizações possam suportar iniciativas digitais mais inovadoras, administrando sua infraestrutura de tecnologia com maior eficiência.

Mais do que uma nova lei a ser seguida, os líderes devem olhar para a LGPD como uma chance prática para aprimorar o dia a dia de suas organizações, posicionando-as em um novo patamar de competitividade global. Além de melhorar o controle sobre os dados, as empresas poderão aplicar soluções de Data Intelligence para obter diferenciais competitivos. Com o apoio das novas soluções de gerenciamento de conteúdo, é possível encontrar, compreender e usar os dados de maneira correta e confiável, transformando o que seria um desafio em uma real oportunidade de crescimento. Resta saber, apenas, quais serão as companhias que deixarão de se preocupar somente com as multas para usar esse momento para ingressarem em um novo patamar, preparado para suportar os novos negócios do futuro.

 

(*) Paulo Padrão é general manager da ASG Technologies na América Latina

]]>
0
Brasil pode ter regulamentação federal para uso de patinetes elétricos http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/04/brasil-pode-ter-regulamentacao-federal-para-uso-de-patinetes-eletricos/ http://porta23.blogosfera.uol.com.br/2019/06/04/brasil-pode-ter-regulamentacao-federal-para-uso-de-patinetes-eletricos/#respond Wed, 05 Jun 2019 02:50:08 +0000 http://porta23.blogosfera.uol.com.br/?p=5066 A polêmica regulamentação dos patinetes elétricos chegou à Brasília. Eles devem circular apenas em ciclovias ou também devem ser permitidos nas calçadas ou nas ruas? O uso do capacete deve ser obrigatório? Qual deve ser a velocidade máxima permitida? Onde devem estacionar e como? Essas e outras questões, já exaustivamente debatidas no último mês  entre entes da administração pública de São Paulo e as empresas administradoras do serviço,  mobilizaram também os participantes da audiência pública sobre micromobilidade, realizada nesta terça-feira, 4/6, na Câmara dos Deputados.

O relator da comissão especial da mobilidade urbana da Câmara (PL 4881/12), deputado Vinicius Poit (Novo-SP), adiantou que incluirá o tema em seu relatório, que deverá ser apresentado até o final do ano.

Durante a audiência pública, Juliana Minorello, representante da Tembici (empresa de aluguel de bikes parceira do Itaú) e Caio Franco, diretor Regulatório da Grow (empresa das marcas de patinete Yellow e Grin) defenderam a regulamentação como uma forma de capturar as oportunidades desses novos micromodais de transporte para as cidades. Entre elas, o compartilhamento de dados dos dados coletados pelas empresas com os governos, para a criação de políticas públicas que  beneficiem as cidades.

Na opinião da Grow, os patinetes já endereçam 4 das 5 grandes tendências da mobilidade urbana: eletrificação, que reduz poluentes; redução de tamanho dos veículos, ocupando menos espaço nas ruas;  compartilhamento; e a reconexão do indivíduo com a cidade, com o seu bairro, estimulando a economia local.  E caminham para endereçar a quinta: a automação.

As empresas advogam ainda que a regulamentação não inviabilize o negócio de compartilhamento de patinetes e o fomento do uso desse meio de transporte. Acreditam que, com diálogo, seja possível encontrar um equilíbrio que preserve a inovação.

Juliana também chamou a atenção para a importância da existência de uma regulamentação federal, que a exemplo do que aconteceu com o Uber, estabeleça os princípios gerais de prestação do serviço e uniformize diretrizes para os municípios, trazendo maior segurança jurídica para todos.

O representante do Departamento Nacional de Trânsito, Arnaldo Pazetti explicou que a resolução 465 do Conselho Nacional de Trânsito, já regulamenta o uso de ciclomotores, inclusive os patinetes elétricos. Ela prevê, por exemplo, a que a velocidade máxima para circulação nas calçadas é de 6km por hora e de 20 km/h para ciclovias; mas que não fala em uso de capacetes. “Mas ela pode ser atualizada”, disse ele. “Hoje, nada impede que o município impeça o uso desses veículos na calçada, por exemplo”, completou.

Em São Paulo, um decreto da prefeitura obrigou as empresas a fornecer o capacete e impôs outras regras como circular e estacionar em vias específicas e em velocidade controlada. As multas altas para quem não cumprir as regras podem recair sobre as empresas, que  alegam que as normas podem inviabilizar o serviço de compartilhamento.

Quais problemas a regulação precisa resolver? Manutenção, ordenamento do espaço urbano, segurança, educação dos condutores… Problemas que também afligem empresários, usuários e a administração pública em outras cidades mundo afora, como a Cidade do México, outro pesadelo regulatório da Grin, ou várias cidades europeias.

José Luiz Nakama, da Secretaria Municipal de Mobilidade de São Paulo, acredita que a segurança deve ser a principal preocupação na regulamentação do uso de patinetes e outros veículos leves, como as bicicletas, elétricas ou não, e as motonetas. A outra é a educação.

Segundo Nakama, muitos acidentes acontecem porque os usuários não têm treinamento. “Se as empresas promovessem treinamento prévio do usuário, os acidentes se reduziriam muito”, afirmou. Nesse aspecto, os patinetes preocupam mais. O modelo de negócios atual prevê que os veículos colocados em ruas públicas e possam ser desbloqueados por qualquer pessoa com um smartphone. Isso significa que muitos usuários terão pouca ou nenhuma experiência em andar no meio de carros, pedestres ou, o que é mais comum, disputar espaço com outros patinetes e bicicletas. Vários hospitais americanos documentaram taxas alarmantes de hospitalização resultantes de acidentes.

Na cidade de São Paulo foram registrados 125 acidentes com patinetes, monociclos, skates e patins entre janeiro e maio deste ano, segundo levantamento do Corpo de Bombeiros feito a pedido do Procon-SP. E em quatro meses de operação do serviço na cidade, dois hospitais da orla do Rio registraram cerca de 100 casos de acidente com os patinetes.

Também nesta terça-feira, em uma nova reunião na Prefeitura de São Paulo, as empresas de compartilhamento de patinetes se comprometeram estudar a possibilidade de reduzir a velocidade máxima de 20 km/h para cerca de 12 km/h como alternativa a obrigatoriedade do uso do capacete. A prefeitura também insiste na existência de pontos fixos para retirada e entrega dos veículos. As empresas têm 30 dias para responder.

Ainda no congresso…
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2606/19, do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), que disciplina o transporte de patinetes em ciclovias e prevê o uso obrigatório de capacetes, joelheiras, cotoveleiras e colete refletivo à noite. O projeto tramita em conjunto com outros (PL 8085/14 e apensados), que serão analisados por outra comissão especial temporária.

]]>
0